Define-me o prazer!

Fecha os olhos por um instante.
Define-me o prazer! …
Uma sinceridade atrevida
Explorava-me o subconsciente… Corei.
O sangue ferveu;
Não me posso perder…
Sinto-me a avaliar cada canto do meu ser...
Respiração quente;
Fervorosamente, o corpo submisso
Encosta-se à parede.
Uma parte de mim quer lutar,
Inclinando-se para frente,
Enquanto a outra
Acompanha o espírito inquieto.
Na verdade, até nem sei se quer…
Lançou-me um olhar,
E os olhos abriram-se de repente.
Será que consegue ler a minha mente?.
O olhar incisivo aprova-me o subconsciente;
Por momentos faltou-me o ar…
Em vão tento libertar-me,
Fiquei presa na própria vontade…
Suspiro ofegante...
Ata-me os pulsos;
Numa dor deliciosamente suave,
Enquanto o polegar se arrasta,
Pelo lábio inferior, contagiando a excitação…
Sustive a respiração e o corpo suplicava a libertação…
Mas és tu que eu quero!
Soprou um gemido rasgado da minha mente;
Soltou-lhe um sorriso triunfante
E o olhar em chamas,
Suprimiu-me o instinto indecente.
Os desejos moldam-me a pele…
De repente, o toque desapareceu.
Interroguei-me…
Será que tudo foi um sonho?...
O pensamento fez-me corar;
Olhei para os pulsos,
Ainda tinha a marca…
Assinatura do prazer que há-de chegar…
Agora, fecha os olhos por um instante
E define a marca que um dia assinaste…
Autora: Nicoleta Peceli
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